quinta-feira, 26 de julho de 2018

A sutil arte de ligar o foda-se

"Ao passar a maior parte da minha curta vida evitando o que era doloroso e desconfortável, eu tinha essencialmente evitado estar vivo." Mark Manson


Essa madrugada eu terminei a leitura que tem como nome o título desta postagem. O autor é Mark Manson, uma das pessoas com opiniões mais próximas do que eu considero saudável. Esse livro me ajudou a perceber pequenos detalhes da minha vida que, sem perceber, acabei me contaminando. Como tentar agradar o mundo ou ter valores equivocados de sucesso e reconhecimento. Eu não faço ideia de como vou equilibrar todos esses pontos, mas foi o que eu precisava para aceitar que preciso de ajuda. Um amigo me disse recentemente que me cuidar deve ser um hábito tão criterioso como o que eu faço de mais prazeroso. Chorei quando ouvi isso, não pela dureza nas palavras, ele foi gentil, mas por compreender a essência verdadeira que elas possuíam sobre mim.

Meu pé esquerdo vem me incomodando. Ele fica fraco ao ponto de me travar onde estou, nem com a ajuda da bengala consigo sair do lugar. Meus dedos se tornam como garras, encolhem, dificultando qualquer movimento. O mesmo acontece com a minha mão esquerda. Só que em menor intensidade. Isso vem me tirando o sono. Meu medo é não conseguir equilibrar e ter que conviver com isso. O medo me paralisou. Tenho só dormido. Mal como, mal tenho feito qualquer outra coisa, pois não sinto vontade de absolutamente nada.

Com a leitura desse livro aprendi que um passo, ainda que incerto é melhor do que nada. Resolvi marcar terapia com uma psicóloga. Agora de verdade, entendendo que estou definhando e não quero isso para mim. Pois está tudo bem, então, por que sinto meu mundo desmoronando?

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