quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Lembranças

"(...)no fim, todo mundo desaparece." John Green

A noite foi chegando e uma irritação tomou conta de mim. Pensei que poderia ser TPM, falta de sexo, vontade de beber Coca-Cola... Queria fazer tudo e ao mesmo tempo nada me satisfazia. Tentei ler, resenhar, organizar a estante de livros, assistir filme, série... até que resolvi tentar dormir e antes de apagar a luz do celular, eu vi a data... 16 de agosto, 00:25h. Não é injusto o meu inferno astral ser poucos dias após o dia dos pais, bem próximo do aniversário do meu pai, que faleceu em 2017? Todos os anos, pontualmente à meia noite do dia 16 e 22 agosto, tínhamos nosso encontro marcado via mensagem. Éramos os primeiros a dar os parabéns ao outro. Ainda que em nada mais ele estivesse na minha rotina, essas datas e horários eram nossos.

Você foi cedo demais e por mais que eu me esforce para prosseguir, por ser o que os vivos fazem, sua ausência me atormenta com uma dor física, que sufoca ao me dar conta que não será suprida. Nunca mais. Nossas fotos vão começar a envelhecer, junto comigo e com essa dor, que já é parte de quem eu sou, de quem você deixou.

Onde quer que esteja, feliz aniversário, pai! Ainda penso em você, todos os dias!

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